A história das organizações do terceiro setor é, muitas vezes, escrita pela sensibilidade e pelo compromisso com a justiça social. No coração de Maringá, no Paraná, o Ethnos Brasil nasceu de uma necessidade latente: oferecer dignidade, suporte e ferramentas de integração para migrantes e refugiados que chegam ao país em busca de uma nova oportunidade. Fundado por Silvânio, Dinalva e Paula Souza de Oliveira (in memoriam), o instituto consolidou-se como um pilar de apoio para aqueles que enfrentam o árduo processo de reconstrução de vida em um novo cenário cultural.
O trabalho que originou o Ethnos Brasil teve início em 2016, com aulas voluntárias de Língua Portuguesa para adultos na Igreja Presbiteriana de Vila Operária. Com o passar do tempo, os fundadores perceberam que as barreiras iam muito além do idioma. Em 2019, o foco expandiu-se para o acompanhamento escolar de crianças e adolescentes, cujos pais sentiam-se impotentes diante dos desafios das escolas públicas. A partir dessa vivência, o instituto foi formalizado em 2020 com a missão de garantir direitos socioassistenciais, educacionais e culturais para a população refugiada e migrante, assegurando que famílias inteiras pudessem acessar políticas públicas de forma justa.

A gestão da entidade é pautada por uma formação técnica sólida. Silvânio é pedagogo e especialista em Liderança e Gestão de Pessoas, enquanto Dinalva é Mestre em Educação e especialista em Atendimento Educacional Especializado. Esse preparo acadêmico reflete-se na qualidade técnica dos serviços oferecidos, que incluem orientação jurídica, auxílio médico com intérpretes, atendimento psicológico e acompanhamento pedagógico contínuo. Atualmente situada em uma estrutura ampla na Avenida Brasil, a organização mantém um crescimento constante e transparente para melhor servir ao seu público-alvo.
Reconhecido como utilidade pública municipal e estadual, o Ethnos Brasil também detém o Selo Social, certificação que atesta seu alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, especificamente nas áreas de educação de qualidade, trabalho decente e formação de parcerias estratégicas. Ao participar ativamente do Conselho Municipal dos Direitos dos Migrantes, Refugiados e Apátridas (CORMA), o instituto reafirma seu papel político e social na construção de uma sociedade mais acolhedora, ética e igualitária.
