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Home»Meio Ambiente»Conscientização sobre as Mudanças Climáticas deve estar alinhada com vontade política e destinação de recursos
Meio Ambiente

Conscientização sobre as Mudanças Climáticas deve estar alinhada com vontade política e destinação de recursos

Caitlin K. Mathewsmarço 18, 20263 Mins Read
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No Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, Greenpeace Brasil afirma que informar a população sobre a crise climática é um dever do Estado. Quando o poder público investe em informar a população sobre as causas, riscos e impactos das mudanças climáticas, cria as condições para uma participação política mais qualificada. Contudo, informar não basta: a conscientização só ganha força quando acompanhada de políticas concretas de proteção e resiliência para os territórios mais vulnerabilizados.

“Pessoas mais informadas sobre o que são as mudanças climáticas, os riscos associados e seus principais impactos são mais sensibilizadas a se mobilizarem por políticas públicas que garantam proteção e resiliência para seus territórios. Ao se mobilizarem, essas pessoas influenciam a opinião pública sobre o tema, aumentando a participação em debates políticos, atividades escolares, formação nos bairros, articulação em territórios e engajamento nas redes sociais”, afirma o porta-voz de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Rodrigo Jesus.

Para a organização, a população também precisa ter acesso a mais informações sobre as principais políticas que o poder público tem adotado sobre o tema.

“Pesquisas têm apontado que os brasileiros estão mais atentos sobre os efeitos da crise climática. Contudo, mesmo percebendo mais os efeitos, a população não é informada como deveria sobre os riscos e impactos das mudanças do clima, sobre como se manter segura em situação de emergência e nem os seus direitos garantidos diante de um desastre climático.

Não é suficiente uma população conscientizada se não há vontade política dos nossos governos para direcionar as demandas da população. A conscientização da sociedade precisa estar alinhada com a vontade política e com ações de adaptação, mitigação, emergência, destinação financeira para combate à crise climática etc”, pontua Jesus.

Dados do Cemaden apontam que os desastres associados a eventos climáticos extremos atingiram, no Brasil, mais de 336 mil pessoas diretamente em 2025, enquanto os prejuízos econômicos chegaram a R$ 3,9 bilhões.

Em fevereiro, fortes chuvas na cidade de Juiz de Fora (MG) vitimaram, ao menos, 65 pessoas.

Ações do Greenpeace

Faz parte do trabalho do Greenpeace Brasil ações de conscientização e mobilização das pessoas sobre a crise do clima e justiça climática. Uma dessas ações é o projeto Corre de Quebrada, que incentiva batalhas de rima nas periferias com temas do cotidiano da quebrada e da crise climática. Acesse a página do Corre de Quebrada para mais informações.

O Greenpeace também produz materiais sobre Justiça Climática. É o caso da cartilha “Por que Lutar por Justiça Climática?”, que pode ser utilizada por ativistas, professores e estudantes em sala de aula, quem vai prestar concurso público e todas as pessoas que querem se mobilizar por cidades mais resilientes, seguras, justas e sem desigualdades. A cartilha pode ser baixada aqui.

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